As demonstrações financeiras de 2022 da Enel fecham com receita igual a 140,5 bilhões de euros, alta de 63,9% em comparação com 2021, quando atingiu 85,7 bilhões. O grupo aprovou na quinta-feira as contas preliminares que destacam o início da queda da dívida, anunciada pelo CEO Francesco Starace em plano estratégico 2023-25. O plano prevê alienações de 21 mil milhões destinadas em parte a reduzir a dívida que já começou a diminuir com uma quebra de cerca de 10 mil milhões de euros face aos 69,7 mil milhões de euros dos primeiros 9 meses. O valor no final de 2022 é de facto 60,1 mil milhões de euros, o que representa ainda um aumento de 16% face a 2021 mas sinaliza que a descida já começou. O Ações da Enel ascendem a 5,435 euros (+1,78%) após a publicação das contas.
Orçamento Enel 2022: todos os números das contas preliminares
2022 da Enel registrado receitas de 140,5 mil milhões de euros, alta de 63,9%. É um salto importante que certamente se beneficia do crescimento dos preços no ano passado, como indica a nota divulgada pelo grupo de eletricidade, mas é também um resultado devido ao "maiores volumes de energia produzidos e intermediário, todos quantidades maiores vendidas, aos reajustes tarifários no Brasil, à maior eletricidade distribuída na América Latina, bem como ao efeito positivo das taxas de câmbio”. O EBITDA ordinário subiu para 19,7 mil milhões de euros (19,2 mil milhões de euros em 2021, +2,6%), superior à orientação do grupo comunicada aos mercados financeiros de 19-19,6 mil milhões. EU'Ebitda (margem operacional bruta), que inclui os efeitos das operações não recorrentes, ascendeu a 18,8 mil milhões de euros (17,2 mil milhões de euros em 2021, +9,3%).
Starace sobre o orçamento da Enel para 2022: "Proteger os clientes contra choques de preços"
“Os resultados preliminares para 2022 demonstram a resiliência do Grupo Enel, apesar do contexto geopolítico, energético e econômico adverso. Ao mesmo tempo, protegemos nossos clientes finais do choque de preços de energia decorrente da crise do gás”, comentou. Francesco Starace, CEO do Grupo Enel. “Além disso, graças à eficiente gestão financeira e execução do plano estratégico apresentado aos mercados, aA dívida financeira líquida do grupo diminuiu significativamente no último trimestre do ano e continuará diminuindo substancialmente também durante 2023, fortalecendo ainda mais nossa solidez financeira. Isso nos permitirá continuar implementando nossos investimentos em geração renovável e redes para apoiar a transição para fontes de energia cada vez mais sustentáveis e promover a independência energética nos países onde operamos.”
Em 2023, o plano de repasse para redução da dívida avança
O plano de alienação anunciado pela Enel - 21 bilhões - destinado à redução da dívida está dando frutos. Um anúncio é esperado em breve venda de uma participação na 3Sun, a Catania Gigafactory para a qual foram iniciadas as obras de expansão com um investimento de 600 milhões. Falava-se do fundo britânico NextEnergy como um possível comprador. Em dezembro, a Enel concluiu a venda da totalidade de sua participação na distribuidora de energia elétrica brasileira CELG Distribuição (“Enel Goiás”), por R$ 8,5 bilhões (equivalente a cerca de US$ 1,6 bilhão). A próxima etapa pode ser a venda da distribuidora cearense de energia elétrica, também no Brasil.
A redução da presença na América do Sul também afeta o Chile onde a Enel já finalizou em dezembro passado a venda de sua participação de 99,09% na Enel Transmisión Chile por 1,4 bilhão de dólares com um impacto positivo na dívida do grupo de cerca de 1,5 bilhão de euros.
Leia também: Enel: novo recorde de 2022 em renováveis, quase 60 megawatts. E a venda de ativos no Peru se aproxima
