A especialidade italiana mais falsificada do mundo é a mussarela, graças sobretudo ao florescente mercado de falsificações que se desenvolveu nos Estados Unidos, onde são produzidos cerca de 2 bilhões de quilos por ano, o equivalente a vinte vezes o volume total das exportações de verdadeira mussarela italiana em o mundo. Mas as imitações do tradicional queijo fresco encontram-se um pouco por todo o lado, do Brasil à Argentina, da Tailândia ao Sri Lanka, da Dinamarca a países orientais como a Eslovénia, a Hungria e a Roménia, enquanto na Alemanha até muda de nome para Zottarella. E, como resultado do embargo aos produtos europeus decidido por Putin, inclusive na Rússia, nasceu uma indústria de tarô Made in Italy que vê na mussarela um dos produtos mais presentes. Em segundo lugar entre os produtos mais imitados estão o Parmigiano Reggiano e o Grana Padano, com a infinita série de variantes do parmesão, do Parmesao ao Reggianito. É o que emerge do primeiro ranking dos produtos mais imitados exibidos pela Coldiretti na Tuttofood na Feira de Milão em Rho.
Na terceira e quarta posição estão ainda dois queijos como o Provolone e o Pecorino Romano, difundidos sobretudo nas Américas, dos EUA à Argentina. No meio dos dez primeiros encontra-se, porém, o salame que, consoante os países do tarot, adquire denominações de origem inventadas de raiz. Vão do salame calabresa ao salame toscano, mas também há os de Florença, Milão, Gênova, Fiuliano, Nápoles e até um improvável salame Bolzano, além dos caseiros. Em sexto lugar está a Mortadela, com os alemães entre as principais cartas do tarô ainda que o típico enchido emiliano também seja falsificado no Brasil, Argentina, Hungria, Espanha (onde passa a ser a mortadela siciliana) e até no Catar, com versões feitas com carne bovina e frango , para cumprir a proibição do consumo de carne de porco pelos muçulmanos. A produção de molhos e purês “estilo italiano” também está florescendo: em sétimo lugar entre os dez primeiros, graças sobretudo ao empenho dos franceses, belgas e ingleses, mas também dos americanos.
Eles vão desde o molho de estrelas e listras San Marzano até o molho à bolonhesa, inexistente na culinária italiana, mas onipresente em restaurantes italianos no exterior acompanhados de espaguete. Mas no “ranking dos horrores à mesa” não faltam vinhos, a começar pelo mais exportado para o exterior, o Prosecco que conquista o oitavo lugar “graças” a imitações como Meer-secco, Kressecco, Semisecco, alemão Consecco e Periseco. Mas também chegaram ao mercado o austríaco Whitesecco, o russo Prosecco e o Crisecco da Moldávia, enquanto no Brasil, na região do Rio Grande, vários produtores reivindicam o direito de continuar usando a denominação prosecco no âmbito do acordo entre a União Europeia e os países do Mercosul.
Devido ao chamado "sondagem italiana" no mundo - estima Coldiretti - mais de dois produtos agroalimentares tricolores em cada três são falsificados sem vínculo produtivo e empregatício no valor de 100 bilhões de euros. Desta forma, as oportunidades econômicas e de trabalho são tiradas de nosso país. Com a luta contra o falso Made in Italy na mesa, até 300 empregos podem ser criados na Itália.
Uma situação destinada a piorar se a UE desse luz verde ao reconhecimento do Prosek croata. Há também um bando de imitações para o Chianti, desde garrafas de Chianti californiano até kits de vinho para prepará-lo você mesmo usando pós e alambiques. Pacotes que podem ser encontrados nos EUA e Canadá, mas também na Grã-Bretanha. Improváveis mas também muito difundidas são as imitações do Pesto alla Genovese, que se encontram tanto na Alemanha como nos Estados Unidos com o Spicy Thai Pesto, e até na África do Sul onde existe o Basil Pesto.
O TOP XNUMX DAS MAIS FRAUDE MADE IN ITALY FOODS
1. Mussarela (também com distorções como Zottarella)
2. Parmigiano Reggiano e Grana Padano (imitações do Parmesão ao Grana Pompeana, do Parmesao ao Reggianito e muito mais em todos os continentes)
3. Provolone (exemplares produzidos em todas as Américas, de Norte a Sul)
4. Pecorino Romano (imitações vendidas como Romano feitas com leite de vaca e não de ovelha)
5. Salame (também produzido com falsas indicações geográficas como Calabrese, Toscano, Milão, Gênova, Veneto, Florença, Nápoles)
6. Mortadela (imitações também com distorções como mortadela, falsas indicações geográficas como siciliana ou com carne que não seja de porco)
7. Molhos (feitos com conteúdos até extravagantes e receitas que remetem indevidamente à Itália e falsas indicações geográficas como bolonhesa
8. Prosecco (com erros de pronúncia do nome, como Prosek, Meer-secco, Kressecco, Semisecco, Consecco e Perisecco
9. Chianti (com imitações de garrafas mas com kit de vinhos para preparação caseira com pós e alambiques).
10. Pesto (imitações do Pesto alla Genovese, que pode ser encontrado tanto na Europa quanto nos Estados Unidos com o Spicy Thai Pesto, e até na África do Sul onde existe o Basil Pesto)
