O setor automotivo é o caixa eletrônico do erário. No relatório apresentado pela Anfia, as receitas estatais do setor automotivo são confirmadas como um dos pilares do sistema tributário italiano. Em 2010, 16,6% da receita total, 67,8 bilhões de euros, veio das quatro rodas. Um aumento, face a 16,2 em 2009, generalizado em todas as rubricas da receita, o que evidencia um aumento da pressão num setor que é composto por inúmeros impostos, muitos dos quais indiretos.
Os impostos decorrentes do uso do veículo automotor durante o ano (51 bilhões) são os que mais pesam na distribuição do imposto. Um aumento de 3,7% face a 2009 determinado pelo aumento do preço dos combustíveis e lubrificantes e pelo aumento da receita de IVA nas reparações e peças sobressalentes. Em segundo lugar estão as contribuições no momento da compra (IVA e imposto provincial de transcrição), um valor de cerca de 8,6 mil milhões, valor que está abaixo de 2009 devido ao colapso dos registos. Por último, há os impostos sobre a propriedade do veículo automóvel, acrescidos dos aumentos do imposto automóvel e do aumento do número de veículos em circulação, trazendo para o erário 10% das receitas do sector. Os aumentos mais significativos face ao estudo anterior encontram-se nas portagens das autoestradas (+12,3%, 1,4 mil milhões) e nas multas e estacionamentos (+11,5, 5,19 mil milhões) cada vez mais vitais para os municípios que lhes encontram oxigénio para os seus cofres esgotados.
A incidência da receita tributária do setor automotivo sobre o PIB foi de 4,4%, bem superior à média dos grandes países europeus, 3,8%. "A carga tributária do setor continua subindo - comentou o crítico Eugenio Razelli, presidente da Aifa - faltam investimentos estruturais para reduzir custos". Entre os aumentos de preços, Razelli lembrou a supertaxa imposta no pacote financeiro para veículos com cilindrada superior a 225kw.
