Il terceira entrevista por telefone entre o presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o presidente russo Vladimir Putin Terminou sem nenhum progresso real no conflito na Ucrânia. Embora descrito como “intenso e muito franco” por ambos os lados, o encontro não produziu nem uma trégua nem um avanço diplomático, deixando em aberto as questões mais complexas relacionadas às condições impostas pela Rússia, que Kiev rejeita categoricamente.
Posições diferentes, mesmas tensões
Por um lado, Trunfo foi mais otimista, declarando que a Rússia e a Ucrânia “iniciarão imediatamente as negociações para uma cessar fogo" e propôs usar o Vaticano como um local neutro para futuras negociações de paz. "Seria uma ótima ideia", disse o presidente dos EUA, admitindo, no entanto, que "há egos muito grandes envolvidos".
O discurso teve um tom completamente diferente. Putin, que reiterou a firmeza da posição da Rússia: uma trégua "só pode ser um passo em direção à paz real", mas somente sob a condição de que a Ucrânia faça concessões que atualmente rejeita firmemente.
Por sua vez, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky Ele criticou abertamente Moscou, acusando-a de “ganhar tempo” para continuar a guerra e a ocupação do território ucraniano. Zelensky reiterou a necessidade de levar “propostas claras e realistas” à mesa de negociações e pediu um reforço das sanções internacionais para aumentar a pressão sobre a Rússia: “As sanções são importantes, e sou grato a todos aqueles que as tornam mais tangíveis para os responsáveis pela guerra”.
As expectativas em relação ao telefonema eram baixas: ninguém esperava uma reviravolta repentina, mas sim uma confirmação das divisões. Sergey Markov, Um ex-assessor de Putin resumiu o resultado: "Trump pediu um cessar-fogo. Putin o rejeitou, insistindo que sem concessões ucranianas não haverá trégua."
Novas sanções contra Moscou pela UE e Grã-Bretanha
Após a reunião entre Trump e Putin, a União Europeia aumentou a pressão sobre os Estados Unidos, enfatizando que, apesar da abertura de Putin a um cessar-fogo, o momento permanece "incerto e certamente não iminente". Kaja kallas, Presidente da Comissão Europeia, recordou a aprovação do 17.º pacote de Sanções da UE contra a Rússia, que afeta quase 200 navios da “frota sombra” e inclui medidas contra ameaças híbridas e violações de direitos humanos. “Quanto mais a Rússia continuar a guerra, mais dura será a nossa resposta”, alertou.
Paralelamente, o Governo britânico por Keir Starmer anunciou uma novo pacote de sanções contra Moscou, em coordenação com a UE, em resposta aos ataques massivos de drones russos na Ucrânia.
Ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, disse estar cético quanto ao real desejo de paz de Putin: "Ele continua a protelar" e "por enquanto não há sinal de cessar-fogo". Pistorius enfatizou a necessidade de apoiar fortemente a Ucrânia e pediu sanções mais duras: “Não toleraremos as ações da Rússia sem consequências”.
Kallas acrescentou que até agora “não houve nenhuma pressão séria sobre Moscou por parte dos Estados Unidos”, apesar de Trump ter falado incessantemente sobre possíveis “fortes consequências”. A UE agora aguarda sinais concretos de Washington e está preparando novas medidas para levar a Rússia a negociações sérias.
