Os mercados de ações europeus sofreram uma queda repentina, puxados para baixo pelo índice italiano; em Milão, o índice FTSE/MIB caiu 3,78%, para 13.150, ficando logo abaixo de Madri, Paris (-1,6%) e Londres e Frankfurt (-1,5%).
Para complicar ainda mais a situação, o spread do Bund aumentou para 490 pontos, cem pontos abaixo do spread entre os títulos italianos e os títulos alemães de 10 anos. Os títulos de 10 anos estão sendo negociados acima de 7%, enquanto o BTP de 10 anos rende 6,05%. Além disso, devido à alta nos contratos futuros do Bund, o spread entre os títulos italianos e alemães atingiu seu nível mais alto desde 2012.
A reunião dos ministros das Finanças da zona do euro acaba de aprovar o plano de resgate dos bancos espanhóis. Mas chegam notícias da Península Ibérica de que a região de Valência acaba de declarar moratória. Acredita-se que a situação das finanças de Valência seja semelhante à da Catalunha.
Enquanto isso, os bancos italianos estão sofrendo no mercado de ações, em parte devido às previsões negativas em diversos relatórios para a próxima temporada de resultados. O Unicredit caiu 5,08%, à frente do Intesa Sanpaolo, que tem uma queda teórica de 5%. O UBI caiu 4,81%.
As ações da Generali caíram 7,11%. Todas as ações de primeira linha fecharam em território negativo.
