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Emergência hospitalar, verão quente para a saúde: entre médicos de férias e falta de pessoal, eis o que pode acontecer

Emergência de pessoal nos hospitais italianos durante o verão: mais de 91% dos médicos em férias, departamentos em crise e pessoal reduzido. E quem trabalha faz turnos exaustivos para suprir a carência. Cuidar de pacientes no verão corre o risco de se tornar um luxo. Dados em mãos, aqui estão os cenários

Emergência hospitalar, verão quente para a saúde: entre médicos de férias e falta de pessoal, eis o que pode acontecer

Um verão quente está chegando para as crianças Hospitais italianos, especialmente para departamentos de medicina interna. Estes departamentos, que acolhem principalmente pacientes idosos e crónicos, têm de lidar com uma escassez crónica de pessoal que piora ainda mais durante o meses de verão. Mas qual é o cenário? E o que devem esperar os pacientes que precisarão utilizar os serviços prestados nas unidades de saúde nos próximos meses? O panorama, segundo dados divulgados pela Federação dos Médicos de Medicina Interna Hospitalar, é daqueles que não tranquiliza em nada: de junho a setembro, por exemplo, além 91% dos médicos aproveita as férias de verão, deixando departamentos com pessoal reduzido em até 50% em muitos casos. Este fenómeno, aliado à já conhecida falta de pessoal, levaria consequentemente a uma situação de emergência que coloca o sistema de saúde à prova.

Em suma, os dados são implacáveis ​​e revelam uma situação com contornos dramáticos: é por isso que o Fadoi já pediu umainvestigação parlamentar conhecimentos em departamentos de Medicina Interna.

Há escassez de pessoal e aumento da carga de trabalho dos plantonistas

Segundo Fadoi, o redução de pessoal varia entre 21% e 30% em 48% dos departamentos, entre 30% e 50% em 19,4% dos departamentos e entre 11% e 20% em 21,8% dos casos. Então? A tradução é feita rapidamente: estas percentagens traduzem-se numa aumento da carga de trabalho para os médicos que permanecem de plantão, que precisam atender um grande volume de pacientes com recursos limitados. Nos serviços de medicina interna, onde os pacientes necessitam de cuidados complexos e contínuos, esta situação pode levar a uma sério risco de crise operacional.

Perante esta situação crítica, Fadoi pediu um inquérito parlamentar para a avaliar estado dos departamentos de medicina interna e propor soluções adequadas. A federação sublinha que todos os anos são internados um milhão de pacientes hospitalizados e que é fundamental reforçar estes departamentos para garantir uma assistência adequada. “A medicina interna deve ser reforçada” é a mensagem clara de Fadoi, que destaca a necessidade de intervenções estruturais para responder à crescente procura de cuidados.

Emergência pessoal: situação crítica em clínicas e pronto-socorros

La crise de verão não se limita aos departamentos de medicina interna, mas também afeta outros departamentos. O ambulatórios hospitalares reduzem suas atividades em 52,7% dos casos e fecham completamente em 15,1% dos hospitais. Apenas 14,1% das clínicas conseguem manter inalterados o número e os horários das atividades. Este cenário coloca ainda mais pressão sobre os médicos, obrigados a cobrir turnos extra e a gerir um volume de trabalho que excede as capacidades operacionais normais. No primeiro socorro, a situação é igualmente crítica, com médicos de medicina interna frequentemente cooptados para cobrir a escassez de pessoal.

Médicos no verão: sem descanso semanal e diário

Durante os meses de verão, 56,8% dos médicos consultam com frequência pular descansos semanais que deveria ser garantida por lei, enquanto 26,7% não consegue descansar 11 horas diárias necessário para a recuperação. Além disso, 44,7% dos médicos são obrigados a cobrir turnos noturnos adicionais e 28% têm de também garantir plantões no pronto-socorro.

Em alguns hospitais, os médicos trabalham entre 12 e 60 horas semanais, enquanto em 10,5% dos casos a jornada semanal de trabalho ultrapassa as 90, colocando em sério risco a sua saúde e a qualidade dos cuidados prestados.

Francesco Dentali, presidente da Federação, reclamação que a cedência de médicos de medicina interna "é em detrimento da actividade da Medicina Interna, que já se encontra com falta de pessoal, acabando assim por perder ainda mais quotas de pessoal, que em vez de estarem presentes no serviço são cedidas 'por empréstimo' ao serviço de urgência quartos". Esses departamentos, já com falta de pessoal, eles perdem recursos humanos adicionais, piorando a situação. A classificação dos serviços de medicina interna como de “baixa intensidade assistencial” não reflete a complexidade média-alta dos pacientes atendidos, tornando necessário repensar as políticas de afetação de pessoal para garantir uma assistência adequada.

Faltam novas gerações de médicos especializados

Outro problema que agrava a falta de pessoal é a falta de novas gerações de médicos especializados. Segundo a Agência Nacional de Avaliação do Sistema Universitário (Anvur), no ano letivo 2022/23, aproximadamente metade das bolsas em Medicina Interna permaneceram descobertas. Este dado preocupa muito o Fadoi, pois sem uma rotação geracional adequada, a escassez de médicos e enfermeiros está fadada a agravar-se nos próximos anos.

Para enfrentar esta crise, é essencial tomar medidas imediatas e planejar estratégias longo prazo. Lá Fadoi propõe uma expansão dos departamentos de medicina interna, um aumento nas bolsas para atrair novos médicos e uma revisão das políticas de gestão de pessoal para evitar que os médicos de medicina interna se distraiam das suas funções principais. É também necessário um maior investimento em tecnologias e recursos que possam aliviar a carga de trabalho dos médicos, melhorando assim a qualidade dos cuidados.

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