21,8 bilhões. Isso equivale a isso o volume de negócios agregado das empresas italianas que operam no setor de madeira e móveis, das quais 9 feitas no exterior. Este é o dado mais significativo da segunda edição do "Foco nas Empresas de Madeira-Móveis" publicado pelo Mediobanca Research Office às vésperas do furniture Fair. A pesquisa analisa o desempenho das 330 empresas (52 comerciais e 278 industriais) que operam na cadeia de abastecimento de madeira e mobiliário e que atingiram um volume de negócios de pelo menos 16 milhões de euros em 2017.
O SETOR DE MÓVEIS DE MADEIRA NA ITÁLIA
O design italiano é um setor saudável com empresas sólidas, que em 2017 gerou um faturamento total de 21,8 bilhões, crescendo 4,4% ao ano, enquanto um terço das vendas são feitas no exterior (cerca de 9 bilhões). “Com base nos últimos dados setoriais disponibilizados pela FederlegnoArredo – escrevem os especialistas do Mediobanca – a taxa de representação das 330 empresas, em 2017, é igual a 53% em termos de faturamento (de 41,5 bilhões) e 63% em termos de exportações (de 14,3 bilhões). No mesmo ano, só o faturamento das empresas de manufatura atingiu 16,5 bilhões, marcando um aumento de 5% em relação a 2016”.
Em 2017, registraram o maior crescimento os fabricantes de móveis para escritórios e espaços públicos (+8,7% nas vendas), seguindo-se os fabricantes de cozinhas (+7%) e os de madeira e derivados (+6,8%). Por outro lado, os mercados de iluminação (+0,9%) e poltronas e sofás (+0,8%) foram menos dinâmicos.
Sob o perfil de empregoe, nas 330 empresas consideradas pelo estudo, trabalham cerca de 82.000 mil funcionários, um aumento de 6,5% em relação a 2013. Dez dessas empresas empregam cerca de 30% (24.000 mil funcionários) do total de funcionários. Os principais aumentos devem-se às empresas comerciais (+16,8%), enquanto, na indústria transformadora, os setores mais dinâmicos foram os de outro mobiliário doméstico (+15,6%) e escritórios e espaços públicos (+12%). Móveis estofados (-4,7%) e iluminação (-7%) caíram.
Do ponto de vista financeiro, 88 por cento das empresas que operam no setor fecharam suas contas com lucro. “Em 2017, o resultado operacional, igual a 708 milhões, marca novo aumento de 8,3% em relação a 2016. Do ponto de vista financeiro, as empresas do setor podem ostentar uma boa solidez: nos últimos cinco anos, de fato, o rácio da dívida financeira sobre o capital próprio passou de 80,3% em 2013 para 54,5% em 2017. Ao mesmo tempo, a liquidez face à dívida financeira também aumentou (de 31% para 50,6%). O quadro termina com alta solvência, confirmada por pontuações de pontuação de crédito que em 2017 incluíram 71,9% das empresas de manufatura na classe de grau de investimento”, diz o relatório.
GEOGRAFIA
Acima de tudo, o Nordeste é o líder com 142 empresas, 43% do total, seguindo-se o Noroeste (108, 33%), o NEC Centro (49, 15%) e o Centro, Sul e Ilhas (31, 9%). Do ponto de vista regional, destaca-se a Lombardia (98 empresas). Na segunda posição está Veneto (70), em terceiro Friuli Venezia Giulia (33), em quarto e quinto lugar, respectivamente, Marche (30) e Emilia-Romagna (27). Estas cinco regiões representam em conjunto 78% do total de empresas consideradas (80% em termos de volume de negócios). Além disso, 174 empresas estão localizadas em áreas distritais, confirmando a importância das redes locais de negócios, que com seu modelo baseado na colaboração e na competição multiplicam as capacidades das empresas individuais.
OS MELHORES JOGADORES
Querendo fazer um ranking, é Varejo Ikea Itália o primeiro grupo na Itália por volume de negócios (1,8 bilhões, +1,3% em 2016), seguido por Edil Tre Costruzioni (mundo da conveniência, 1,1 bilhão, +5,8%). O pódio é completado pelo grupo Saviola (0,6 bilhões, +10,4%) operando na marcenaria.
Entre as 330 empresas os campeões para o crescimento total do volume de negócios são: Sistem Costruzioni (Mo; +90,1%), Paolo Castelli (Bo; +71,4%), Marine Interiors (Pn; +64,6%), Spencer Contract (Ge; +62%) e Ares ( Ar; +46%) . São maioritariamente empresas do sector da empreitada de mobiliário de espaços públicos, navios e embarcações.
