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Como investir neste "purgatório" dos mercados? Para Fugnoli, precisamos nos armar de paciência

Estrategista da Kairos aconselha foco em setores de baixo múltiplo e empresas financeiramente sólidas – O retorno à fase de alta não acontecerá antes do final de 2023

Como investir neste "purgatório" dos mercados? Para Fugnoli, precisamos nos armar de paciência

Como você deve investir agora que os aumentos das taxas do Fed e do BCE estão chegando? Alessandro Fugnoli, estrategista da Kairos, explica no último episódio de seu Podcast "Quarto Andar" que seria “melhor focado em setores múltiplos baixos e em empresas financeiramente sólidas".

Mercadorias e moedas

A correção, segundo o especialista, “envolverá também a matérias-primas, mas será cíclica, não estrutural”. Quanto às moedas, “o dolar vai continuar forte até que o movimento ascendente das taxas de juros tenha diminuído”.

Purgatório para voltar a 2%

Fugnoli considera essa fase do mercado como uma espécie de "purgatório”, um preço a pagar para que a inflação volte a 2% e não se mantenha no cenário pelo resto da década em níveis ligeiramente inferiores aos atuais.

É precisamente esta a missão da Reserva Federal, que visa um objetivo preciso: “Não se trata de descer de 8 para 6 e depois talvez para 4% e depois ver o que acontece e, se necessário, parar por aí - explica Fugnoli - Fed pretende voltar a 2% e erradicar as raízes que a inflação está plantando nas expectativas dos sujeitos econômicos”.

Correção em andamento

Ao mesmo tempo, porém, o Banco Central dos Estados Unidos quer evitar o risco de outra recessão: os efeitos da normalização monetária, continua o estrategista da Kairós, não serão sentidos principalmente na economia real, mas "nos ativos financeiros e reais".

A correção dos valores desses ativos “já chegou a um bom ponto quanto o mercado de títulos e ações – sublinha Fugnoli novamente – mas é apenas o começo no que diz respeito ao mercado imobiliário americano”.

Quanto tempo vai durar o purgatório?

Quanto tempo durará este purgatório? “Embora haja fases de recuperação do mercado, uma delas prevista para o final deste ano, pressão dos bancos centrais não vai parar de imediato, mas vai ficar elevada para o restante deste ano e para uma boa parte do próximo ano".

O recomeço no horizonte

E uma vez terminada esta fase de correção energética, "os mercados poderão recomeçar, talvez no final do ano que vemCom uma viés de alta sólido e duradouro – finaliza Fugnoli – Nessa fase de transição será necessário evite cair na tentação de comprar cedo demais os componentes mais especulativos do mercado de títulos e ações”.

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