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Contas em baixa desde abril: -20% para eletricidade e -10% para gás. Arera lança os novos preços

Contas de luz e gás mais leves a partir do próximo mês, segundo Arera. Poupança esperada até 400 euros por ano por família. Mas a partir de abril o sistema cobra retorno

Contas em baixa desde abril: -20% para eletricidade e -10% para gás. Arera lança os novos preços

Boas notícias chegando aos bolsos das famílias italianas, ou melhor, do mercado protegido. O contas de luz verá uma queda "mais de 20%", quanto ao gás haverá um corte, mas não na mesma proporção, "algo em torno de 10%". Assim, o presidente da Arera Stefano Besseghini confirmou o corte para os usuários do mercado protegido. Previsões que "se se confirmarem - estima a Codacons - levariam a uma poupança de 408 euros por ano por família face aos preços hoje em vigor".

O governo Meloni com o novo decreto de contas manteve algumas ajudas – bónus social, 5% de IVA sobre o gás – mas não renovou outras, como as muito discutidas taxas de sistema sobre a eletricidade, que estão incluídas na fatura. No geral, Arera espera contas mais leves a partir do próximo mês. A tarifa da eletricidade do mercado protegido será anunciada pela autarquia hoje, quinta-feira, 30 de março, enquanto a do gás, na terça-feira, 4 de abril.

Contas de eletricidade e gás caindo: quanto?

O presidente da entidade reguladora da energia, redes e ambiente precisou que “os gabinetes estão a completar as contas também à luz do decreto de ontem”. Para o trimestre Janeiro Março a queda comunicada no final de dezembro foi de 19,5%. No gás, "estamos no final do mês, pelo que com a evolução do preço agora definida, seria razoável esperar algo em torno dos 10% porque a variação mais importante ocorreu nos dois meses anteriores": -34,2% em Janeiro e -13% em fevereiro. “Para que agora eu possa me recuperar muito mais do que isso, parece difícil para mim”, observou Besseghini.

Eletricidade e gás: economia nas contas de acordo com as estimativas dos consumidores

“Se as previsões da Arera se confirmarem, a redução das tarifas de eletricidade e gás levaria a uma economia por 408 euros por ano por família face aos preços em vigor hoje”. Segundo os cálculos da Codacons, a fatura de eletricidade passaria de 1.434 euros anuais para 1.147 euros, com uma poupança de 287 euros por família. A do gás, estima a associação de consumidores, “cairia dos atuais 1.210 euros por unidade para 1.089 euros, com um custo inferior de 121 euros”.

Ma não é o suficiente para o chefe do setor de energia da União Nacional do Consumidor, Marco Vignola: "Se o governo tivesse confirmado todas as medidas de Draghi, as famílias teriam uma conta de gás 459 euros mais baixa anualmente, 298 euros se o governo se arrependesse , mantendo por pelo menos um ano o desconto de 35% nas tarifas, agora disponível apenas até abril". Quanto à luz, "mesmo que amanhã se avizinha uma redução substancial das facturas, é claro que a recomposição dos encargos, se fosse igual à pré-crise do segundo trimestre de 2021, ainda implica um imposto adicional igual a 124 euros anuais para uma família típica sob tutela”.

O retorno das taxas do sistema

Após o aval do Governo para a decretação dos projetos de lei, Besseghini avalia o dispositivo “positivamente porque confirma a atenção aos consumidores vulneráveis ​​que vêm sendo alvo de atenção específica desde o início da crise, aliás suas tarifas estão congeladas há quase um ano e meio, com um esforço não desprezível. Depois, pelo facto de parte dos encargos do sistema eléctrico ser recuperado numa altura em que nos aproximamos de uma situação mais normal, faz todo o sentido modulá-los, mesmo que sejam custos que se incorrem" e isso "cria espaço para posteriores intervenções quando deve ser necessário". Por isso é inevitável que “parte da diminuição seja comido com o restauração de taxas do sistema“, concluiu o presidente da arena. Mas quanto as taxas do sistema pesam na conta? Cerca de 20% do custo anual para eletricidade e cerca de 4% para gás.

Contas de eletricidade e gás caindo: como está o preço do gás?

O índice TTF da bolsa de Amesterdão, principal referência para a formação dos preços do gás na Europa, ronda os 42 euros por megawatt/hora. 

Il preço do gás já está em declínio há meses, longe do pico de agosto (340 euros por megawatt-hora). Mas, é preciso dizer, mesmo dos mínimos dos últimos anos, quando foi cotado em torno de 20 euros por megawatt-hora. Entretanto, desde agosto, porém, o gás perdeu até 85% de seu valor graças ao inverno ameno que permitiu reduzir o consumo de gás e manter os estoques cheios em relação a um inverno "normal".

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