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Crédito à habitação: a taxa fixa ainda bate a variável

No quarto trimestre do ano passado, a taxa prefixada ficou abaixo de 3%, fechando dezembro em 2,84%, nova mínima histórica – A taxa variável também atingiu novas mínimas, caindo abaixo de 2%, mas no segundo semestre de 2015 o incidência de desembolsos fixos sobre o total ficou em 57%, contra 20% no mesmo período de 2014.

Crédito à habitação: a taxa fixa ainda bate a variável

O número de italianos que querem comprar uma casa está aumentando, mas a questão fundamental sobre hipotecas é sempre a mesma: é mais conveniente a taxa fixa ou a variável? Difícil dar errado agora, já que ambos atingiram novos mínimos. De acordo com o que revela o Monitor do mercado hipotecário editado pelo Intesa Sanpaolo, mais uma vez no final de 2015 a queda afetou tanto a taxa flutuante quanto a taxa fixa, mas esta última de forma mais acentuada.

Em particular, no quarto trimestre do ano passado a taxa fixa manteve-se abaixo dos 3%, encerrando o mês de dezembro em 2,84%, nova mínima histórica, com queda de 85 pontos base em relação ao mesmo período de 2014.

Também a taxa variável atingiu novos mínimos, mesmo caindo abaixo de 2% em dezembro de 2015 (1,97%, 58 pb a menos que no final de 2014) e confirmando condições de crédito muito favoráveis.

Geral, a taxa média sobre novas hipotecas residenciais para famílias situou-se em 2,49% em dezembro, 34 pontos base abaixo do final de 2014.

Il diferença entre taxa fixa e taxa flutuante voltou a diminuir ligeiramente nos dois últimos meses de 2015, fechando em 87 pontos base, menos 26 pontos do que em dezembro de 2014. Esta dinâmica continua a favorecer a recomposição das hipotecas para a taxa fixa.

Não é por acaso - explicam novamente os analistas do Intesa - que a tendência do mercado na segunda metade do ano passado confirma a importância crescente dos desembolsos de hipotecas residenciais de taxa fixa, cuja incidência sobre o total atingiu uma média de 57%, quase três vezes os 20% do mesmo período de 2014.

Esta evolução dos fluxos está, em parte, ligada renegociações, que continuam a ter muito sucesso, até porque nos últimos meses de 2015 as taxas praticadas neste tipo de contrato alinharam com as das hipotecas a taxa fixa.

No terceiro trimestre de 2015 substituições e substituições representaram 25% dos desembolsos do crédito de médio/longo prazo para aquisição de habitação, uma percentagem superior aos 16% do primeiro trimestre. Em termos de stock, o crédito renegociado representou 2015% do crédito a particulares para aquisição de habitação em setembro de 10,4, face a 7,9% em março (primeiros dados disponíveis).

Em geral, no segundo semestre de 2015 o valor absoluto dos empréstimos à habitação mais que dobrou em média em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo que somente em setembro de 2015 as vendas cresceram 10,8% na comparação anual.

De acordo com o relatório de janeiro da Abi, novos desembolsos no ano passado eles gravaram um aumento anual de 97,1% face a 2014, com uma incidência de sub-rogações no total de novos empréstimos de cerca de 31,6%. A forte recuperação dos novos desembolsos também se reflete no saldo do crédito à habitação que, no final de 2015, registou uma variação positiva de 0,7% face ao final de 2014, confirmando assim a recuperação do mercado hipotecário.

O aumento neste setor, sublinhou o subgerente geral da ABI, Gianfranco Torriero, "é muito superior ao dos empréstimos a empresas (+11,6% ao ano em todo o ano de 2015) devido tanto ao baixo nível das taxas e para a escolha das famílias para investir em imóveis”, tendência que também é confirmada “pelos sinais de vendas”.

Entre as características das novas operações, porém, o Intesa Sanpaolo destaca o peso crescente da desembolsos de quantia limitada, um fenômeno constante nos anos mais recentes, que também continuou em 2015.

Desde 2012, de facto, inverteu-se a tendência que, na fase de desenvolvimento do mercado hipotecário, tinha assistido a um aumento contínuo do peso do crédito superior a 125 mil euros, que passou a representar 74% do total dos desembolsos em dezembro de 2011, de 56% no início de 2004 (primeiros dados disponíveis).

Desde então, o peso diminuiu progressivamente 10 pontos percentuais, para 64% em setembro de 2015. Já a incidência de desembolsos inferiores a 125 mil euros aumentou de 26% no final de 2011 para 36% nos dois quarteirões centrais de 2015.

Ao mesmo tempo, o abrandamento progressivo da contracção do os preços da habitação: -2,3% ano-a-ano no terceiro trimestre de 2015, de -2,9% registrado em junho.

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