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Começa o Carnaval do Rio de Janeiro, um negócio que vale tanto quanto uma Copa do Mundo

Todos os anos o evento movimenta um rio de dinheiro: em 2012 prevê-se um volume de negócios superior a 500 milhões de euros - Esperam-se pelo menos 850 mil turistas, dos quais 250 mil são estrangeiros - São sobretudo as escolas de samba que fazem bons negócios, que arrecadará 30 milhões de euros.

Começa o Carnaval do Rio de Janeiro, um negócio que vale tanto quanto uma Copa do Mundo

Como transformar quatro dias de festa em um negócio colossal. É o famoso Carnaval do Rio de Janeiro que gera todos os anos um enorme fluxo de dinheiro, o equivalente ao que só pode movimentar a organização de uma Copa do Mundo de futebol. Afinal, a Prefeitura do Rio estima que pelo menos 850 mil turistas desembarquem na cidade, sendo cerca de 250 mil estrangeiros. Mas as previsões podem ser muito mais positivas, se se confirmar a tendência dos últimos anos: no ano passado, por exemplo, esperavam-se 740 mil turistas, mas no final chegaram um milhão.

Para fazer uma comparação, em 2010, os turistas que visitaram a África do Sul durante as quatro semanas em que a Copa do Mundo foi disputada foram pouco mais de 3 milhões. Rio em apenas quatro dias receberá um terceiro. Um negócio que segundo as previsões mais negativas vale 350 milhões de euros, mas que pode mesmo ultrapassar os 500 milhões, segundo a agência de turismo da cidade. Estimativas, divulgadas pelo jornal Valor Econômico, prevêem que 32% dos gastos dos turistas venham de transporte, 29% de alimentação e os 29% restantes para eventos e compras.

Hotéis e hotéis estarão cheios e encontrar um quarto livre será um verdadeiro desafio: 96% dos quartos deverão estar ocupados, quando a média sazonal é de 83%. Um percentual semelhante ao de 2011, mas com a diferença de que este ano os hotéis vão arrecadar bem mais, já que os preços dos pacotes de férias aumentaram em média 17,6%.

A consequência é que não só os bairros mais nobres da cidade serão invadidos por turistas, do Leblon a Copacabana passando por Ipanema, mas também Botafogo, Santa Teresa e Flamengo que têm preços mais acessíveis. Se o Carnaval carioca sempre despertou o interesse de turistas estrangeiros, nos últimos anos até os cariocas começaram a reavaliar a festa mais importante do ano.

De fato, até cerca de dez anos atrás, os cariocas preferiam passar as férias fora da cidade. Hoje os cariocas preferem lotar o famoso sambódromo Marques de Sapucaí ou sair às ruas e dançar atrás dos carros alegóricos que passam pela cidade. De fato, o Carnaval do Rio de Janeiro oferece diversas opções para os turistas. Os desfiles dentro do sambódromo são os mais característicos, mas apenas uma parte do público tem a oportunidade de assisti-los: os lugares são limitados (o sambódromo tem capacidade para acomodar até 70 pessoas por noite) e os preços não são acessíveis a bandas mais pobres do que a população.

É quando está sempre lá a possibilidade de acompanhar os blocos de rua, carroças que tocam a música carnavalesca e que atravessam a cidade durante o dia e a noite: este ano eles estarão bem 425. Desfiles nascidos espontaneamente, hoje fazem parte do negócio e atraem 5 milhões de pessoas que dançam, bebem e fazem sexo: para se ter uma ideia, o Ministério da Saúde vai distribuir 3 milhões de camisinhas nos próximos dias.

Mas a verdadeira galinha dos ovos de ouro são as escolas de samba. Para fazer os trajes coloridos, construir os carros alegóricos e organizar os desfiles, gastam nada menos que 2 milhões de euros todos os anos. Mas por outro lado vão recolher este ano, todos juntos, 30 milhões provenientes da venda de bilhetes, direitos televisivos, merchandising e figurinos que, por centenas de euros, são alugados a turistas que queiram viver a emoção de desfilar na passerelle.

Há alguns anos, o negócio de desfiles de moda também saiu do sambódromo. Pelo menos 50 mil pessoas assistirão às apresentações de outras 40 escolas, por assim dizer de “segunda divisão”, que serão disputadas na zona norte carioca. Na cidade já começou a loucura do Carnaval: durante quatro dias, 6 milhões de cariocas e um milhão de turistas viverão sem preocupações. E em uma semana muitos também terão feito um bom negócio.

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