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Enel coloca 17% da espanhola Endesa no mercado

A participação sujeita à colocação pode subir para 22% - Oferta a começar em 7 de novembro - Starace: "Operação estratégica".

Enel coloca 17% da espanhola Endesa no mercado

O Conselho de Administração da Enel aprovou o aval para o colocação no mercado de uma parte do capital social da Endesa pela subsidiária Enel Energia Europa (EEE), que detém atualmente 92,06% da empresa espanhola de energia em seu portfólio.

Numa primeira fase serão vendidos 17% da Endesa - relata nota da Enel -, mas posteriormente a operação pode atingir 22% do capital, incluindo a opção greenshoe, que prevê aos Joint Global Coordinators a possibilidade de adquirir no máximo 15% das ações colocadas no mercado, de forma a estabilizar a cotação das ações da Endesa. A oferta pública, sujeita à aprovação do prospecto pela autoridade espanhola CNMV, terá início 7 novembro.

A colocação faz parte do já anunciado reestruturação das atividades da Enel na Península Ibérica, que viu a Endesa concretizar um novo plano industrial centrado no desenvolvimento das actuais plataformas de negócio, na inovação do modelo energético e no reforço da competitividade das suas actividades em Espanha e Portugal. Em particular, por meio da transação anunciada hoje, a Enel pretende aumentar a participação da EEE na subsidiária espanhola e superar a atual situação de liquidez limitada da ação da Endesa.

“Estou muito feliz que o conselho de administração da Enel tenha dado luz verde a esta iniciativa de grande importância estratégica para o Grupo – comentou o CEO da Enel, Francesco Starace –. Este é um passo fundamental na operação anunciada ao mercado no verão passado, que tem como objetivo criar novo valor no Grupo e aumentar a nossa aposta no novo mercado de energia que tem surgido na Península Ibérica”.

Prevê-se ainda que, no âmbito da oferta, a EEE e a Endesa se comprometam, respetivamente, a não alienar e a não emitir ações da Endesa durante um período de 180 dias a contar da data de pagamento. A oferta destinada a investidores institucionais é administrada por um consórcio de bancos coordenado e dirigido pelo Banco Santander, BBVA, Credit Suisse e JP Morgan como Joint Global Coordinators, enquanto Goldman Sachs Internationaln Stanley e UBS Limited atuam como Joint Bookrunners. O BBVA e o Santander também coordenam o consórcio responsável pela oferta dirigida a pequenos investidores na Espanha. O Mediobanca atua como assessor financeiro da Enel e da EEE.

Face à nova operação, o conselho de administração da Endesa procedeu ontem a algumas alterações à sua composição, cooptando Alberto De Paoli e Helena Revoredo Delvecchio para substituir os cessantes Luigi Ferraris e Salvador Montejo Velilla.

Após a divulgação da notícia, as ações da Enel subiram 0,93% na Bolsa de Milão esta manhã para 3,888 euros. 

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