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Bem-estar não é feito só de PIB: o caso da Nova Zelândia

A consultoria Lupotto & Partners publicou recentemente um relatório em que Stefano Simionato, chefe do escritório de research, discute os limites de um indicador como o PIB e se pergunta se não seria apropriado dar mais espaço à chamada Felicidade Interna Bruto

Bem-estar não é feito só de PIB: o caso da Nova Zelândia

ALFA SCF, empresa de consultoria, publicou há alguns dias um interessante relatório de Stefano Simionato, chefe do escritório de pesquisas da empresa. Dentro do relatório, intitulado “A procura da felicidade” são analisadas as dúvidas sobre se o produto interno bruto pode ser considerado um parâmetro eficaz para medir o bem-estar efetivo de uma sociedade. Dúvidas que, como explica a análise, têm raízes muito distantes, tanto no tempo (estamos a falar do final dos anos 60) como no espaço, visto que o primeiro a falar desta questão foi Bob Kennedy nos Estados Unidos que depois se espalhou até mesmo para uma pequena nação do Himalaia. O relatório começa desde as raízes do debate e continua ao longo dos anos, explicando o seguinte:

As críticas ao PIB como medida do bem-estar real de uma sociedade vêm de longa data. O primeiro a abordar a questão foi em 1968 o então candidato à presidência dos Estados Unidos Bob Kennedy, que observou que "o PIB mede tudo, exceto o que faz a vida realmente valer a pena ser vivida". Nas décadas seguintes, os governos de uma pequena nação do Himalaia, o Butão, tentaram então adotar políticas em torno desse tema, combinando o objetivo de crescimento do Produto Interno Bruto com a chamada "Felicidade Interna Bruta", ou seja, um indicador para calcular o satisfação cidadão geral. Embora provavelmente ainda seja a forma mais simples e imediata de medir o desenvolvimento de uma nação, o mais famoso e difundido dos macroindicadores certamente não é capaz de captar muitos dos aspectos que determinam a verdadeira qualidade de vida dos indivíduos. Durante anos, economistas e governos tentaram, com razão, estudar medidas e políticas alternativa aos "clássicos".

De: Em busca da felicidade.

Mais recentemente, explica Simionato, a Nova Zelândia também tem procurado “desbravar novos caminhos”, lançando medidas de política económica centradas na “felicidade” dos cidadãos e nas formas como o Governo os pode ajudar a alcançá-la.

Recentemente, foi a vez do Nova Zelândia. A primeira-ministra Jacinda Ardern lançou de fato a primeira "manobra financeira para o bem-estar", uma série de medidas de política econômica destinadas a melhorar o grau de felicidade de seus compatriotas. É curioso que foi o governo da Nova Zelândia que se comprometeu a fazê-lo. A nação oceânica está, de fato, entre as mais ricas do mundo, tem uma taxa de desemprego de 4,3% (agora perto de mínimos históricos), viu a renda crescer mais de 30% na última década e está sempre entre os primeiros lugares do Relatório Mundial da Felicidade. O ranking elaborado pelas Nações Unidas sobre o grau de felicidade das nações leva em consideração aspectos como suporte social, expectativa de vida, nível de liberdade e corrupção, e a Nova Zelândia ficou entre os primeiros lugares do mundo na última década. No entanto, as ações do governo destacam i defeitos dessas medições, observando, por exemplo, como a taxa de pessoas que sofrem de problemas de ansiedade ou depressão está entre as mais altas dos países da OCDE ou como a taxa de suicídio é relativamente alta. Uma comparação entre os países em relação aos dois últimos indicadores, no entanto, destaca como, de fato, o nível de renda e o crescimento do PIB, além de um certo limite, provavelmente influência limitada no bem-estar dos indivíduos. Na Itália, por exemplo, apesar das dificuldades econômicas e do baixo crescimento, felizmente alguns problemas muito graves são menos sentidos do que em um país como os Estados Unidos, onde os níveis de crescimento têm sido excelentes. É difícil dizer quanto um governo pode realmente fazer para resolver esses problemas, mas, de qualquer forma, é possível que o exemplo da Nova Zelândia seja pioneiro em alguns aspectos.

De: Em busca da felicidade

Fechando o relatório, Simionato faz uma pergunta retórica: será que nos próximos anos os países ocidentais começarão a falar em "Felicidade Interna Bruta", reduzindo ao menos em parte a alta taxa que hoje se dá ao Produto Interno Bruto? Talvez não, mas um planejamento financeiro correto, segundo o analista, deve visar não apenas a busca pelo melhor retorno, mas também a real serenidade do investidor.

Nos próximos anos, não se pode excluir que no debate público o PIB deixe pelo menos parcialmente espaço para o «Felicidade Nacional Bruta» também em outros países ocidentais. De alguma forma, esse discurso pode finalmente se estender aos aspectos que mais dizem respeito à ALFA SCF e ao mundo das aplicações financeiras. Muitas vezes, existe uma tendência para atribuir um peso elevado – ou mesmo excessivo – ao «PIB», entendido como taxas de rentabilidade e performance (passada ou esperada) das carteiras. Em vez disso, seria preferível focar mais na configuração a montante de um correto planejamento financeiro, que coloca seu patrimônio a serviço dos objetivos de vida com um processo capaz de priorizar a própria serenidade do investidor sobre a mera busca por rentabilidade.

De Em Busca da Felicidade

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