Positivo, ainda que em desaceleração, no segundo trimestre de 2020 o equilíbrio entre aberturas e fechamentos de empresas italianas. Nos meses de abril, maio e junho, o número aumentou em 19.855 unidades contra as mais de 29 em 2019. O Sul contribui sobretudo para o resultado, embora de referir que este é o valor mais baixo dos últimos 10 anos.
Isso é o que emerge doAnálise trimestral da Movimprese, conduzido por Unioncamere e InfoCamere, em dados do Registro de Empresas das Câmaras de Comércio.
A Pesando sobre a taxa de natalidade e mortalidade das empresas é o efeito do Covid-19 que já teve sérias repercussões no primeiro trimestre. “De facto, entre abril e junho, continua o enfraquecimento da vontade de fazer negócios dos italianos - explica a Movimprese - com 57.922 inscrições de novas empresas contra 92.150 no segundo trimestre de 2019, 37% menos. Ao mesmo tempo, os cancelamentos estão a abrandar de forma ainda mais acentuada, que ascenderam a 38.067 este ano face a 62.923 no ano anterior, menos 39,5%”.
Todas as demonstrações financeiras trimestrais contribuíram sobretudo artesanato (32,5%), que encerrou o período com saldo positivo de 6.456 empresas (18.943 inscrições de novas empresas contra 12.487 desligamentos).
Do ponto de vista territorial é o Mezzogiorno que se destaca: as 8.905 empresas a mais do Sul representam, na verdade, 45% de todo o saldo nacional. No que diz respeito às regiões individuais, a Campania está em primeiro lugar, com 3.143 empresas a mais do que em 31 de março passado. A seguir estão Lazio (+2.386), Lombardia (+1.920) e Puglia (+1.859).
Mesmo no nível setorial, os saldos credores envolvem todos os macrossetores. “Em primeiro lugar no ranking” está o comércio (+6.291), seguido da construção (+5.222) e dos serviços de alojamento e restauração (+3.425). Em termos percentuais, a evolução mais significativa (+1,4% em termos trimestrais) regista-se nos serviços às empresas (mais 2.944 empresas), seguindo-se as atividades profissionais, científicas e técnicas (+1,3% no trimestre, igual a mais 2.828 empresas ) e das atividades financeiras e seguradoras (+1,1% correspondendo a um aumento de 1.366 unidades).
Por fim, falando da forma jurídica, das cerca de 20 empresas a mais no final do trimestre, cerca de 65% assumem a forma de empresas individuais (12.972 unidades). Por outro lado, as parcerias diminuíram (-1.230 unidades, o que corresponde a uma redução de 0,13% no stock de empresas deste tipo).
