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Eataly no Brasil não paga aluguel e perde direitos de marca

A filial brasileira, uma das primeiras a abrir fora da Itália em 2015, está em crise há anos e acumula dívidas de quase 10 milhões de euros. Desde 2023 é propriedade do fundo Wings e desde janeiro está condenada ao despejo: a loja continua aberta mas sem a placa Eataly

Eataly no Brasil não paga aluguel e perde direitos de marca

Entre disputas, dívidas e mudanças de propriedade, continua a Odisseia de Eataly na Itália e no mundo. O último grão da criatura de Oscar Farinetti, que caiu 2022% desde 52 investirindustrial por Andrea Bonomi por 200 milhões de euros, vem de Brasil, onde fica a loja de São Paulo, uma das primeiras a abrir fora da Itália em 2015, perdeu o direito de uso da marca Eataly por decisão do tribunal local. A loja brasileira, a primeira a abrir em América Latina, está em crise há algum tempo e já mudou de dono diversas vezes: até 2021 era administrado pela rede de supermercados da metrópole paulistana St. Marche, em parceria com a empresa-mãe italiana. Depois, com a passagem das atividades italianas para a Investindustrial, em 2022, Eataly Brasil Foi assumido pelo fundo dos EUA Capital do Rock do Sul, que também controla as redes no país sul-americano Starbucks e Subway, também em grande dificuldade, tanto que a cafeteria fechou dezenas de lojas no ano passado. A SouthRock entrou então em recuperação judicial e em 2023 vendeu os ativos da Eataly para Wings, que tentou reverter a tendência e relançar a famosa rede dedicada à gastronomia e cultura alimentar italiana.

As dificuldades da marca Eataly no Brasil

O fundo de investimento Wings trouxe diversas mudanças em 2024, substituindo alguns restaurantes e abrindo uma escola de culinária, além de planejar a revitalização do açougue. O público brasileiro é de fato um grande consumidor de carne, e a oferta excessiva de massas e pizzas, além dos efeitos da pandemia, provavelmente determinaram a crise. No entanto, o dívidas gerados pela falta de pagamento do aluguel do imóvel levaram os juízes do Tribunal Tribunal de Justiça de São Paulo condenar Eataly Brasil, a pedido de Caoa Patrimonial, proprietário do prédio de quatro andares no elegante bairro de Vila Nova Conceição. A dívida acumulada pela Wings é 50 milhões de reais, pouco menos de 10 milhões de euros, e por esse motivo os juízes ordenaram a evacuação das instalações e a remoção imediata de todo o material que pudesse ser rastreado até à marca Eataly, incluindo a placa na grande fachada da loja e os perfis nas redes sociais. A matriz italiana, questionada pela imprensa brasileira, esclareceu que o direito de uso da marca expirou em 3 de janeiro, enquanto o despejo deveria ter ocorrido até janeiro, mas a Wings recorreu.

O futuro do Eataly Brasil

Por enquanto, portanto, as atividades continuam, mas não mais sob a égide da marca de sucesso inventada por farinetti, e a página Instagram di Eataly Brasil está inacessível, assim como o site. “O direito de uso da marca no país está em fase de arbitragem e o caso segue em sigilo, ainda sem decisão final”, disse a subsidiária brasileira em nota. A empresa reitera seu compromisso de cumprir integralmente as legislação em vigor e cumprir as decisões judiciais e arbitrais aplicáveis, com o objetivo de permitir a continuidade do processo de mediação com os credores, buscando a melhor solução para os créditos não pagos”. Mas ao mesmo tempo no comunicado de imprensa Eataly Brasil Ele ressalta que todos os problemas legais “não têm impacto nas atividades da empresa, nem interferem no cumprimento das obrigações obrigações contratuais, com fluxos de pagamento regulares ou com as condições previamente acordadas com parceiros e fornecedores”.

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