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Cota 100: as 4 hipóteses para superá-la

Da Cota 41 à revisão contributiva da Cota 100, passando pelo adiantamento previdenciário e pelo fortalecimento do Ape sociale e medidas para o trabalho extenuante: eis as propostas em cima da mesa para a minirreforma das pensões de 2021

Cota 100: as 4 hipóteses para superá-la

A cota 100 está acabando. A medida desejada pela Liga na época da maioria verde-amarelo era temporária e tinha duração de três anos, que expirará no final de 2021. O que virá a seguir? Até agora, a única certeza é que o governo Draghi não pretende renovar o slide concebido pelo Carroccio, que permite se aposentar com pelo menos 62 anos de idade e 38 de contribuições (mas também com forte penalização para quem optar por deixar o trabalho com a maior antecedência possível, o que significa 5 anos de menos contribuições). Haverá, portanto, necessidade de uma reforma previdenciária de 2021 (provavelmente a ser incluída na próxima lei orçamentária) para encontrar uma alternativa à cota 100 e suavizar a lei Fornero em termos de flexibilidade de saída. Existem várias alternativas em cima da mesa: mais ou menos caras para os cofres do Estado, mais ou menos convenientes para aspirantes a aposentados.

TAXA 41

Há algum tempo, a Liga e os sindicatos vêm pressionando pela chamada Cota 41, ou a possibilidade de se aposentar independentemente da idade, desde que tenha pelo menos 41 anos de contribuição. Em seu último relatório anual, o INPS explicou que esta rota é "a mais cara", porque leva mais de 4,3 bilhões no primeiro ano e mais de 9,2 bilhões no décimo. Essa característica torna improvável a adoção da Cota 41, porque o Ministério da Economia – cuidadoso para não irritar a Comissão Europeia, particularmente atento ao capítulo previdenciário – não parece disposto a aprovar intervenções muito pesadas para as contas públicas.

100 TAXA DE CONTRIBUIÇÃO

A segunda hipótese pode ser definida como uma revisão substancial da cota 100. O valor a ser alcançado permanece em três algarismos, mas mudam os requisitos mínimos: 64 anos de idade e 36 de contribuições. A novidade mais importante, porém, é outra: esse canal de saída seria acessível ao preço de um corte na pensão, que seria recalculada integralmente com o método contributivo.

Fala-se também na possibilidade de baixar o requisito mínimo para 20 anos de prestações, mantendo o pessoal em 64 e o cálculo com o método contributivo em 100%. Neste caso é claro que o valor do subsídio seria bastante baixo, pelo que se pensa estabelecer um valor igual a 2,8 vezes o subsídio social como limite mínimo.

Segundo previsões do INPS, essa intervenção custaria 1,2 bilhão no primeiro ano, atingindo um pico de 4,7 bilhões no sétimo ano.

ANTECIPADO PARA 63 ANOS APENAS DA TAXA DE CONTRIBUIÇÃO

A terceira proposta para ultrapassar a Cota 100 vem do presidente do INPS, Pasquale Tridico, e prevê um adiantamento da pensão igual apenas à cota de contribuição do cheque. Seriam necessários pelo menos 63 anos de idade e 20 de contribuições e o valor mínimo seria igual a 1,2 vez o subsídio social. O restante da pensão seria pago a partir dos 67 anos.

O INPS acredita que esta hipótese seria a mais vantajosa para o Estado, porque custaria apenas 443 milhões no primeiro ano, para chegar a pouco mais de dois mil milhões no décimo.

USURANDO TRABALHOS E ABELHA SOCIAL

A última opção agrada aos técnicos do Tesouro e articula-se a dois níveis: alargamento doAbelha social (talvez numa versão melhorada) e alargamento de alguns públicos para os quais já se vislumbra um canal de saída facilitado, ou seja, trabalhadores que exercem atividades onerosas ou extenuantes e ditas “frágeis”. Nesse caso, os custos para os cofres públicos oscilariam entre 400 e 800 milhões por ano.

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