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Inovação e sustentabilidade: como os negócios mudam

Desde finais dos anos 90 que se assiste a uma transformação do direito das sociedades que coloca a sustentabilidade como tema central – a Assonime cria três grupos de trabalho para reforçar as alterações em curso

Inovação e sustentabilidade: como os negócios mudam

O inovação para sustentabilidade é um dos temas centrais do programa de trabalho da nova Comissão Europeia e da agenda política nacional. Alargou-se a consciência de que só com o progresso tecnológico e a digitalização é que alguns objetivos vitais podem ser perseguidos, como a disponibilidade de recursos alimentares suficientes, a proteção do ambiente e da biodiversidade, o aumento da eficiência energética e o combate às alterações climáticas. Tudo isso foi discutido durante o uma recente reunião do conselho Assonime, a Associação das sociedades anônimas italianas, que decidiu constituir três grupos de trabalho precisamente sobre essas questões.  

O ponto de partida é a análise das diferenças entre ontem e hoje. Nos últimos 20-25 anos, na verdade, houve uma completa mudança na lei societária: as empresas passaram a trabalhar preferencialmente em um horizonte de longo prazo, tornando-se menos contestável e mais sustentável.

Na época das grandes privatizações das empresas públicas, os diretores eram obrigados antes de mais nada a produzir lucros para os acionistas: esta era a única forma de atrair o interesse de investidores estrangeiros. Hoje em vez o cenário mudou, porque o tema da sustentabilidade tornou-se central. O lucro não é mais o único objetivo da empresa, que além dos interesses dos acionistas é cada vez mais chamada a proteger o meio ambiente, os trabalhadores, os credores e também os consumidores. Em uma palavra (inglês), o partes interessadas. Afinal, até agora escolhas em termos de sustentabilidade fazem parte da estratégia competitiva das empresas, que em vários setores (da energia à moda, passando pela alimentação e muitos outros) sabem o quanto é fundamental construir uma imagem de empresa sustentável.

Mas as mudanças ocorridas nos últimos vinte anos também se articulam em outro nível. O final dos anos noventa foi o período de contestabilidade de negócios, de ofertas públicas de aquisição hostis, de "empresas abertas" (do nome de um famoso seminário da associação Preite promovido com um grande número de economistas do Banco da Itália chefiado por Fabrizio Barca). Hoje, ao contrário, grandes grupos tendem a transferir suas sedes para o exterior (de preferência para a Holanda), com a clara intenção de proteger os ativos corporativos de ataques externos.

Dentro deste cenário se encaixa o Plano de Ação da Comissão 2018, que propõe 10 ações para financiar o crescimento sustentável, visando três objetivos fundamentais: direcionar os fluxos de capitais para empresas e instrumentos financeiros sustentáveis; gerenciar riscos financeiros decorrentes de mudanças climáticas, degradação ambiental e questões sociais; promover uma visão de longo prazo da empresa.

"É importante que as empresas participem ativamente dessas mudanças – escreve Assonime – quer na definição do quadro legal, quer na identificação dos objectivos, promovendo as acções necessárias em prol do desenvolvimento sustentável”. Por este motivo, os grupos de trabalho da Associação terão como objetivo “identificar os aspetos autodisciplinados ou normativos a reforçar de forma a apoiar o processo de mudança”.

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