O mercado de trabalho dá tímidos sinais de recuperação e as empresas voltam a contratar aos poucos, após anos de forte crise que colocaram de joelhos toda a cadeia produtiva. Em 2018 foram 4,5 milhões de contratos de trabalho que o sistema de produção pretendia estipular, com a demanda crescendo 11% em relação ao ano anterior. O problema é que a oferta nem sempre atendeu à demanda.
O que as empresas estão procurando? Professores de idiomas, analistas e designers de software, especialistas em soldagem elétrica, engenheiros elétricos, agentes de seguros e assim por diante. A solicitação é, portanto, variada, mas na maioria das vezes quem precisa contratar tem dificuldade em encontrar o que procura. O certifica Relatório Excelsior 2018 por Unioncamere e Anpal, apresentado na quarta-feira, 27 de março, em Roma.
Segundo os dados, pelo menos uma em cada quatro empresas (26%) descobriu uma incompatibilidade entre as habilidades procuradas e aquelas oferecidas pelos trabalhadores. Um "descompasso", como é chamado tecnicamente, que atinge principalmente as regiões do Nordeste, onde o mercado de trabalho é mais dinâmico, com uma vaga em cada três não preenchida por falta de candidatos adequados.
paradoxalmente o problema diz respeito sobretudo aos mais novos. “Dos 267 milhão e 30 mil contratos para os quais as empresas disseram estar voltadas preferencialmente para menores de 28 anos - explica Unioncamere - 62% são considerados difíceis de encontrar, com picos de 45% para especialistas em informática, física e química, 43 % para técnicos de informática, engenharia e produção e XNUMX% para trabalhadores das atividades de serralharia e eletromecânica”.
TRABALHO: AS 30 PROFISSÕES DIFICIL DE ENCONTRAR PARA EMPRESAS
Entre os 30 perfis mais procurados e que segundo as empresas são os mais difíceis de encontrar, 19 dizem respeito profissões técnicas activos no sector industrial e de serviços, com particular dificuldade sentida sobretudo pelas empresas activas nos sectores da electrónica e das tecnologias de informação, onde existe uma procura significativa de valores não facilmente disponíveis no mercado a diferentes níveis de especialização.
Existem essencialmente duas dificuldades apontadas pelas empresas para encontrar determinados perfis: ou não há candidatos suficientes (exemplo adequado é o reduzido número de engenheiros energéticos em atividade no nosso país) ou os candidatos que se apresentam não possuem as competências necessárias.
Abaixo aqui está a lista completa das 30 profissões mais difíceis de encontrar segundo as empresas.

TRABALHO: AS HABILIDADES PROCURADAS PELAS EMPRESAS
Escolas, universidades, cursos de treinamento lutam para fornecer as habilidades que as empresas precisam. Os dados sobre o desalinhamento entre oferta e demanda falam por si: se em 2017 21% das empresas reclamaram do “descasamento”, em 2018 esse percentual subiu para 26%. Este aumento está associado a alterações na estrutura das necessidades ocupacionais, entre as quais se destaca sobretudo o aumento da procura de perfis profissionais mais qualificados.
De acordo com o que lemos no Relatório Excelsior 2018, a necessidade de gerentes, especialistas e técnicos aumentou em particular (19% das receitas totais previstas), enquanto a demanda por profissões não qualificadas caiu três pontos percentuais.
Quais são as habilidades mais procuradas? As relacionadas com o mundo digital e a eco-sustentabilidade. Em detalhe, “a utilização de linguagens e métodos digitais e matemáticos e informáticos são fatores essenciais para mais do que um trabalho em dois”, sublinha Unioncamere.

