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Fibra: com a crise, é preciso mais ultrabanda larga

No memorando enviado ao Parlamento sobre o decreto Cura Italia, o Banco da Itália adverte que, dada a forma diferente de trabalhar induzida pelo Coronavírus, o país também precisa de um salto qualitativo na fibra ótica

Fibra: com a crise, é preciso mais ultrabanda larga

Segundo o Banco da Itália, agora que o país está parado devido à pandemia de coronavírus, fibra ótica ultra banda larga tem que correr mais rápido e ser ainda mais eficiente. A razão? Simples: a velocidade e a estabilidade da conexão permitem que milhões de trabalhadores operem em smartworking, estudantes acompanhem as aulas em casa, pacientes desfrutem de serviços de saúde eletrônicos e estabelecimentos de saúde troquem dados.

A avaliação consta do memorando sobre o decreto Cura Italia preparado pelo Banco da Itália para a Comissão de Orçamento do Senado e divulgado em 25 de março:

“Neste período de emergência sanitária, a ultrabanda larga é uma tecnologia fundamental para a continuação de muitas atividades de trabalho remoto, a continuidade no desempenho dos programas escolares graças às plataformas de e-learning, bem como o desenvolvimento da e-saúde e da cooperação e troca contínua de dados entre profissionais de saúde”.

O Banco da Itália cita a bolsa de Internet de Milão - um centro de interconexão de dados que cobre 20% do tráfego nacional - segundo a qual, desde a promulgação do primeiro decreto de 8 de março, em nosso país está registrado um aumento no tráfego de dados de mais de 25%.

"A rede é, portanto, colocada sob estresse, especialmente à noite, quando videogames, filmes e streaming de entretenimento são adicionados ao trabalho remoto - continua Bankitalia - O decreto visa garantir que empresas de telecomunicações estão constantemente empenhadas em limitar qualquer inconveniente e gerenciar picos, com a monitorização contínua das redes e intervenções de manutenção atempadas e, sempre que possível, com uma expansão física da capacidade da rede transport/core (ativação de novos enlaces ópticos nos backbones), de forma a garantir que mesmo com tráfego mais consistente não haja problemas de lentidão".

Além disso, de acordo com Palazzo Koch, o decreto convida implicitamente os operadores de rede a acelerar o trabalho já em andamento para cobrir o território com banda ultralarga, dando prioridade às zonas do país que se encontram em condições mais difíceis.

“As áreas sem ultra banda larga são de fato irregulares mesmo nas regiões mais desenvolvidas – conclui o Banco da Itália – Em Lombardia, Veneto ed Emilia-Romagna, por exemplo, mais de 2.000 municípios ainda não possuem essa cobertura. Os efeitos da medida não obrigam a desembolsos financeiros por parte do Estado e representam um investimento com efeitos expansivos e duradouros a médio e longo prazo”.

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